quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

um Adamastor em ferida

Carolina,
Diz-me como se faz. Como é que consegues dormir comigo? É só porque tens medo de ficar ainda mais sozinha? Como é que fazes para que o amor não importe? Conta-me como se fosse uma história de embalar, porque eu não consigo suportar nem mais um dia esta angústia de não perceber, como nunca percebi, o que se passa nesse labirinto, vazio de mistérios e que mesmo assim me faz tremer como se fosse um Adamastor em ferida. Diz-me. Para que não importe mais. Como é que dormimos na mesma cama, e tocamos os nossos corpos, se entre quem somos e o que sentimos há um fosso inabalável.


A tua,
Tristeza.

1 comentário:

José de Bettencourt disse...

Sinto que te conheci,
algures no meu Agosto de 1997.

Um beijo;


-José de Bettencourt.